Saiba como avaliar a potência de um motor em 3 passos

A potência de um motor é muito importante para quem deseja comprar veículos usados.

Definida em cavalos, é fundamental pois é a responsável por transformar o combustível em velocidade. Ou seja, é a partir da potência do carro que você sabe o quanto ele é veloz.

Inclusive, já tivemos uma famosa propaganda de pôneis que tirava sarro de carros com potência baixa. Como a medição da potência do motor é feita em cavalos, a propaganda mostrava pôneis, que são mais frágeis e fracos, indicando que o carro não tinha potência o suficiente.

Apesar de podermos dizer que todo carro que é veloz tem alta potência em seu motor, o contrário não é válido. Ou seja, nem todo veículo com alta potência possui alta velocidade.

O motivo? Quanto maior o veículo, mais potência ele precisa para se locomover. Caminhões e outros veículos maiores, são exemplos que precisam de mais potência para que possam se movimentar, já que são mais pesados. Ou seja, quem deseja comprar esse tipo de veículo vai sempre buscar por potências mais altas, mesmo que não deseje velocidade.

O fato é que a potência de um motor só pode ser avaliada em uma oficina mecânica. Ainda assim, é possível saber algumas orientações de fábrica, para o caso de quem busca por carros usados.

Além disso, as cilindradas, muitas vezes confundidas com a potência do motor, andam em conjunto. As cilindradas se referem a quantos cilindros o carro possui, e é lá que ocorre a mistura de combustível e oxigênio que coloca o veículo em movimento.

Saiba agora como é feita a avaliação da potência de um motor:

1 – Uso de dinamômetro

O dinamômetro é um dos instrumentos mais comuns para se verificar a potência de um veículo. Em uma oficina, o mais comum é que se utilize o dinamômetro de rolo ou de esteira, no qual o carro estaria rodando, como se estivesse na estrada.

O veículo se mantém parado e a esteira faz com que as rodas girem enquanto o motor está em funcionamento. Durante o teste, o motor é levado até seu limite e a potência é calculada a partir das rodas motrizes, ou seja, das rotações.

O objetivo desse teste é descobrir qual é a potência máxima a que o veículo chega, incluindo sua velocidade, sem que seja preciso um teste mais arriscado ou que o carro saia do lugar.

Já o dinamômetro de bancada pode ser encontrado inclusive nas fábricas de carros e permitem testar a potência a partir de uma análise isolada do motor.

No teste do dinamômetro de bancada são levados em conta alguns dados como combustível utilizado e a temperatura do ar no momento do teste.

Além disso, no teste de bancada é exigido que o motor seja testado juntamente com outros componentes do carro, como o filtro de ar, a bomba de injeção, o ventilador e o sistema de descarga de gases.

Na maioria das vezes esse teste é feito antes mesmo do veículo estar totalmente montado, utilizando apenas o motor e as peças essenciais para seu funcionamento.

Vale comentar que o teste feito com o dinamômetro de rolo pode gerar uma potência menor daquela descrita vinda de fábrica. Isso ocorre porque há perdas causadas pelo atrito das rodas com a esteira e até mesmo pela movimentação da bomba de água do carro.

Nos testes de fábrica não há essas perdas de potência, já que o teste é realizado apenas com o motor e suas peças fundamentais e não leva em conta o veículo como um todo.

Se você comprou um carro usado e quer avaliar a potência do motor, para conferir se está de acordo com o que foi repassado pelo antigo proprietário, pode levar o veículo a uma oficina e pedir um teste com dinamômetro de rolo.

2 – As cilindradas fazem a diferença

Se a ideia é avaliar a potência do motor por si mesmo, sem precisar levar o carro a uma oficina mecânica, você pode observar as cilindradas dos carros seminovos e também qual motor o carro utiliza.

Veículos com motor 1.0 não possuem muita potência, principalmente se a ideia é viajar (e você precisa de velocidade na estrada) ou se vive em uma cidade com variações de relevo (principalmente subidas). O mais indicado é para se locomover dentro da cidade, onde não será exigida tanta potência do veículo.

Já os carros com motores 1.4 e 1.6 estão dentro o meio termo e são interessantes para quem busca conforto. Então, se você precisa de potência, mas ainda assim pretende utilizar o veículo dentro da cidade, por exemplo, pode apostar nesses modelos. Agora se o objetivo é ter bastante potência, aposte no 1.8 e no 2.0.

Vale comentar que, quanto maior a potência maior é a necessidade de consumo de combustível, então nem sempre pode ser vantajoso um veículo muito potente.

3 – Uso de scanner de veículo

A potência do motor pode ser verificada também com o uso de um scanner para veículos. Mas nesse caso, será preciso levar o carro até a oficina mecânica.

O aparelho é então conectado a parte elétrica e faz um scanner geral da eficiência do motor. Essa técnica é rápida e eficiente e todos os dados são passados para o computador ou até mesmo para o celular.

A partir daí a pessoa que está avaliando a potência do motor compara os resultados com os valores considerados bons, médios e ruins.

Como você pode ver, existem algumas técnicas para avaliar a potência dos motores dos carros. A ideia principal é que você possa saber se o veículo atinge alta velocidade ou suporta grandes cargas, como é o caso dos caminhões.

O ideal é buscar pela potência necessária a função que o carro terá em seu dia a dia, pois quanto maior a potência maior o consumo de combustível. Então não acredite na falsa ideia de que apenas veículos super potentes é que são bons. Tudo depende do uso dado ao veículo.

Você já sabia como avaliar a potência do motor de um veículo? Compartilhe esse artigo com seus amigos para que mais pessoas descubram como é feita essa avaliação!