Mitos e verdades sobre a troca de óleo

Simples à primeira vista, a troca do óleo é muito mais importante para a vida útil do motor do que muitos imaginam. Uma lubrificação ineficiente pode causar desde danos mais simples – como redução de desempenho e aumento do consumo de combustível – até o temido diagnóstico de “motor fundido”, que pode representar até metade do valor do automóvel na hora de conserto.

Com o objetivo de derrubar mitos e esclarecer as principais dúvidas dos motoristas, confira as melhores dicas para fazer seu óleo (e motor) durar mais.

 

Deve-se usar aditivo no óleo?

A resposta para essa pergunta é complexa e polêmica e se trata de uma escolha do usuário. Isso porque, se for usado óleo do mais alto nível API, o aditivo não se faz necessário.

Em alguns casos, há o aumento da potência em função da redução de atrito promovida por agentes modificadores de fricção contidos nesses aditivos, mas poucos apresentam essa competência.

Os fabricantes de óleo, por sua vez, não recomendam aditivos. Segundo eles, já há um pacote de aditivo balanceado no óleo, por isso, o uso de aditivos extras pode até comprometer a vida útil do motor.

 

É preciso trocar o óleo na metade do prazo quando se roda só na cidade?

O tempo para a troca de óleo deve ser reduzido pela metade nos casos de “uso severo”, situação que consta em quase todos os manuais de proprietário. Essa definição aplica-se a motoristas que enfrentam grandes engarrafamentos (com velocidade média inferior a 10 km/h), estradas com muita poeira, barro ou lama, ou quando o veículo roda no máximo 5 km por viagem.

Para alguém que sai de casa, roda 3,5 km até chegar a um destino, fica parado a manhã toda e depois, no fim da tarde, vai para casa, fazendo o percurso inverso… nesses casos, o motor não atinge a temperatura ideal de trabalho e toda a condensação de água e combustível não queimado vai para o cárter e contamina o óleo, fazendo com que ele tenha a viscosidade reduzida. Isso causa a oxidação e a degradação do lubrificante.

Utilizar a marcha lenta por longos períodos também é considerado um fator crítico para a lubrificação, que se torna mais eficiente quanto mais alta for a rotação do motor, ou seja, quando o motorista conseguir desenvolver uma velocidade constante.

Na prática, porém, nem sempre as concessionárias exigem que o motorista que roda nessas condições mais críticas faça a troca de óleo na metade do prazo previsto, quando o veículo ainda está sob garantia. Nessa situação, o proprietário pode pedir para que seu caso seja incluído no plano de uso severo.

Fonte: Quatro Rodas